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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Transformei-me numa crisálida...

Transformei-me numa crisálida!
Olhar para o amor com desconfiança levou-me a este beco perdido em mim. Pensei na reclusão como porta da felicidade. Reclusão pensada não traz felicidade.
Agora que morra este pensamento infeliz. Tudo é aquilo que cremos. A realidade a nossa crença. Como posso amar quando acredito que não posso confiar? Como posso amar quem não merece minha confiança?
O céu já caiu vezes sem conta mas mesmo assim permanece-se no amor. Mas esta união é tão falsa como o mar que se diz morto. Debato o pensamento com esta sede de confiar. Depois de várias punhaladas nesta cama de espinhos, lançar o que resta aos tubarões na esperança de serem golfinhos é coisa de herói. E eu de heroína tenho apenas a adrenalina... Oh Pai que me vês nesta rua da amargura cura esta ferida que escorre no meu pensamento. O sangue espesso que ininterruptamente escorre cega-me a visão de uma vida a dois. Transformei os diamantes brilhantes do sentimento em diamantes de sangue da morte. Amorfa até o prazer se escondeu a 7 chaves. Nem as 7 assinaturas angelicais conseguem tocar as pétalas do meu corpo. Pudera esta rosa jasmim que se esconde por detrás da pelugem sentir o calor da seiva. Onde se perdeu a humanidade no sentir?
Nem sei o que sinto por não sentir? Será que na volta das punhaladas genitais acordei assexuada? Uma borboleta que em metamorfose se transformou em crisálida. Apática! A espera que uma luz a faça querer renascer. Sentir. Viver! Até lá... todos os meus olhos estão ofuscados nesta escuridão deste tempo congelado, onde apenas quem morre por mim me fará regressar. Encontrar o amor numa paisagem de piranhas. Não ter medo de morrer enquanto nado neste lago de piranhas para ressuscitar com um beijo encantado, que me volte a devolver as asas de borboleta. Quero tanto voar! sem ter medo de morrer... sem ter medo de sofrer... sem ter medo de perder pedaços de mim...
Oh Pai! Traz a acção ao meu sentimento! Emoção! Beber da seiva! Deixá-la crescer em mim que nem semente. Fértil que nem o Vale do Nilo. Transformar a pirâmide do amor num lar. Recompor estas pedras gigantes em triângulo num formato rectangular onde um jardim desponta elevando-o. Até Ti. Tu e Eu! No Jardim paradisíaco das pétalas que este corpo teima em esconder. Tu e Eu percorrendo as pétalas deste corpo amorfo. Fazendo-o saborear o que o prazer tem para oferecer, à luz do amor neste alpendre coberto de glicínias.

Lueji Dharma
Nzambi é Amor

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