O Amor será tema na próxima MESA BICUDA! O diálogo desenrolar-se-á ao ritmo de uma conversa de amigos com a cadência da sabedoria de cada um. Conversa onde a mesa bicuda ora serve para apoiar os pés, para apoiar os braços ou simplesmente causar embaraço e dor pelo pontiagudo da sua esquina. A mesa voadora é acima de tudo bicuda e aguçada e tem apetite voraz na busca de conhecimento em matéria de Amor..."é porque fala-se! fala-se...mas a verdade é que ninguém diz nada!". Mas na mesa bicuda todo o morango mesmo coberto de chantilly tem uma história a ser contada...nem que para isso tenha de ser esprimida!
Por isso na próxima mesa bicuda saberemos as receitas de amor do:
jornalista e poeta Matadi Makola
escritor e poeta Nguimba Angola
Movimento Lev'Arte
Kings Klub / Vila Alice
Não falte!
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Azul. Está tudo azul - Nelson
"Azul...está tudo azul...Azul! Azul...Because of You...Azul, Azul...."
Mais uma noite do Artes ao Vivo, mais uma noite de arte no Baía. Contagia encontrar a sala cheia de artistas e amantes da arte que se reunem com o intuito da partilha. Mais uma vez, e de forma contínua Luekeny apresentou e o Nelson fez-nos entrar no mundo azul. Para quem conhece o Baía o tema Azul já é um hino das noites de poesia...vêr se um dia destes consigo a letra para a colocar no blog.
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Nelson Azul
Um provérbio
"Sabedoria é saber o que se deve fazer a seguir; Virtude é fazê-lo"
Quantas e quantas vezes sabemos o que devemos fazer e simplesmente não agimos, por razões que até a mente desconhece. Por vezes por medo, por dúvida, por receio do futuro mantemo-nos impávidos e serenos à espera que tudo se resolva por si só.
Quantas e quantas vezes sabemos o que devemos fazer e simplesmente não agimos, por razões que até a mente desconhece. Por vezes por medo, por dúvida, por receio do futuro mantemo-nos impávidos e serenos à espera que tudo se resolva por si só.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Avatar - Um filme de outra dimensão...o regresso da espiritualidade à humanidade!
Num mundo em que tudo é feito de forma levianamente consumista em busca de lucro rápido e imediato,é admirável o trabalho de James Cameron que não se limita a pôr mais um filme no mundo, mas tem sempre o cuidado de colocar um produto que prime pela diferença e pela qualidade. No entanto, Avatar, é incomparavalmente superior a qualquer obra dele...ou de outro realizador. Sem querer, cair em exagero, considero que Avatar apresenta com beleza angelical uma nova dimensão à humanidade através do cinema. Deu-se um salto tão grande, que terá que se estabelecer outra escala para classificação dos filmes...talvez por isso houve uma hegemonia na atribuição de prémios ao filme.
Um filme onde as paisagens de luz numa natureza harmoniosa tocam o mais profundo dos sentimentos e recriam mundos encantados onde o poder das divindades manifesta-se por sinais. Acredito, que James Cameron teve de ceder à pressão hollywodesca para manter um cenário de guerra...forma de garantir audiências. No entanto dei por mim a pedir a continuidade da exploração da espirtiualidade da deusa Eywa e do povo que a respeitava. Gostaria de conhecer melhor a fabulosa paisagem e os intervenientes do mundo Avatar...
Supresa maior foi aperceber-me que James Cameron para além de produtor e realizador é também o argumentista desta obra literária, mas acima de tudo desta visão espiritual e encantada.
James Cameron está de parabéns por persistir desde 1994 no sonho de produzir este filme e brindar o mundo com esta primeira incursão no mundo da espiritualidade Avatar (palavra vinda do hindu - e que singifica "manifestação do Ser Supremo".
Saudações cinéfilas,
Lueji Dharma
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Teu Grande Amor - Ary

Aiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!! a entrar no espírito de São valentim com a a bela cantora ARY!!!!!!!!!!!
Teu Grande Amor
Caló Pascoal
Bué de Bits LP
Essa é pro meu grande amor, essa é pro meu grande amor
Deixa-me ser a tal que só vai te dar amor
Que vai te compreender e nunca causar dor
Que te dará de tudo um pouquinho de coração
Basta que tu estendas tua mão
E falar-te só de amor
Fazer-te tão feliz
Deitar no teu colo
E eu quero-te só para mim
Refrão
Vou ser teu grande amor
Vou dar-te só paixão
Vou seguir as pisadas do meu coração
Ser tua companheira
Para a vida inteira
Basta que tu estendas tua mão
oh oh oh oh oh oh oh (2x)
eh eh eh eh eh eh eh
oh la ra la ra lara
E falar-te só de amor
Fazer-te tão feliz
Deitar no teu colo
E que quero-te só para mim
Refrão (2x)
Vou ser teu grande amor
vou dar-te só paixão
Vou seguir as pisadas do meu coração
Ser tua companheira
Para a vida inteira
Basta que tu estendas tua mão
© Ary
From the default:
No Mbinda o Sangue é Ouro

No Mbinda o Sangue é Ouro, Ngonguita Diogo, romanceia uma vivência onde a bondade é confrontada com a maldade que se refugia em feitiços onde o Diabo envolto em enxofre corrompe almas fracas. No Mbinda a lógica de esquemas matreiros, de traições e mentiras é descoberta numa teia de relações onde tudo o que parece não é. O amor é renunciado em troca de ganhos materiais e de uma suposta aparência que nunca pode ser defraudada. A fraqueza de espírito patente nas personagens recriadas acaba por ser a porta para sentimentos de ódio, raiva, ciúme e inveja. Alimentado pela maldade de algumas personagens o Diabo vence, dando liberdade, ao terror numa quinta onde nem a beleza natural da paisagem contrapõe os actos de violência que ali se desenrolarão...
Luanda - os engarrafamentos
Na vida a certeza é tão duvidosa como a própria dúvida. Em Luanda o engarrafamento tremendo é uma constante quase permanente. E eu na minha pobre ignorância de alguém que odeia engarrafamentos julguei ser algo que todas as pessoas detestassem. Mas como sempre até a mais certa das certezas tem a sua excepção...nesta sexta-feira, luanda voltou a não supreender com mais um engarrafamento onde quase dá para lêr os Lusíadas de Camões sem grandes pressas...e quem sabe ainda reler. E neste momento de horas dentro de um carro ficamos a conhecer de forma profunda os restantes passageiros que nos acompanham nesta viagem sem hora de chegada. E no desfiar da conversa solta sem qualquer propósito, só para se fugir aquele silêncio incomodativo, um dos viajantes liberta um suspiro de felicidade por ter conseguido escapar à monotonia de Benguela;
-Eu ia trabalhar em Benguela, e só aguentei lá um dia! Um dia! Confesso que nesse dia até chorei...
-Mas porquê?
-Benguela não tem nada!
-Nada?
-Não existem zungueiras, não existem kandongueiros e eu chegava ao trabalho em 15 minutos!
-Mas chegava ao trabalho em 15 minutos! Isso é optimo!
-Óptimo? Não existe engarrafamento! Uma cidade sem engarrafamento! Eu não aguentei aquela cidade...
-Então você gosta deste engarrafamento
-Claro que sim...isto é uma cidade movimentada!
E o meu silêncio, mesmo que comprometedor fez-se sentir! Pensei e repensei! E a minha certeza que ninguém gosta de engarrafamentos caíu que nem um prédio em demolição. Há quem já não viva sem o caos de Luanda...há quem sinta este caos como a sua Luanda! E entende-se! Foi nesta cidade de azáfama, de gritos dos kandongueiros, das cantilenas das zungueiras que ele cresceu...e Luanda não é apenas os prédios é também o quadro de relações movimentadas que a preenche. Luanda é também este tráfico caótico onde as buzinas irrompem de carros que ameaçam atacar no solavanco da embraiagem...Luanda é esta cidade grávida carros, de zungueiras e kandongueiros...
-Eu ia trabalhar em Benguela, e só aguentei lá um dia! Um dia! Confesso que nesse dia até chorei...
-Mas porquê?
-Benguela não tem nada!
-Nada?
-Não existem zungueiras, não existem kandongueiros e eu chegava ao trabalho em 15 minutos!
-Mas chegava ao trabalho em 15 minutos! Isso é optimo!
-Óptimo? Não existe engarrafamento! Uma cidade sem engarrafamento! Eu não aguentei aquela cidade...
-Então você gosta deste engarrafamento
-Claro que sim...isto é uma cidade movimentada!
E o meu silêncio, mesmo que comprometedor fez-se sentir! Pensei e repensei! E a minha certeza que ninguém gosta de engarrafamentos caíu que nem um prédio em demolição. Há quem já não viva sem o caos de Luanda...há quem sinta este caos como a sua Luanda! E entende-se! Foi nesta cidade de azáfama, de gritos dos kandongueiros, das cantilenas das zungueiras que ele cresceu...e Luanda não é apenas os prédios é também o quadro de relações movimentadas que a preenche. Luanda é também este tráfico caótico onde as buzinas irrompem de carros que ameaçam atacar no solavanco da embraiagem...Luanda é esta cidade grávida carros, de zungueiras e kandongueiros...
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