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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

domingo, 21 de fevereiro de 2010

No Mbinda, O Ouro é Sangue





PREFÁCIO

Conhecer pessoalmente e ler o primeiro “ computescrito” da Ngonguita Diogo foram duas situações que aconteceram em rápida sequência. A sua extroversão, humildade e simpatia aliadas ao fato de demonstrar uma grande vontade de escrever, de se tornar uma transmissora de ideias e sentimentos, foram meio caminho para a minha decisão de ler de imediato a sua obra.
Logo na primeira página o meu primeiro pensamento foi: “ Esta miúda sabe escrever!”.
Isto porquê?
Numa época em que, infelizmente, a vontade de ser escritor ( poeta ou prosador) se sobrepõe, na grande maioria dos casos à preocupação pelo rigor da escrita para que esta possa ser entendida e devidamente interpretada, esta ocasião era para mim uma verdadeira novidade.
E assim fui sobrevoando toda o trama, deste romance em que os personagens misturam tradições e valores tão distantes como o recurso à igreja, com a sua visão mais europeizada das coisas e logo a seguir ao feiticismo, aqui na sua versão africana, e isto escrito de uma forma leve e entendível pontilhada, ou diria melhor, polvilhada, aqui e ali, por nuvens de saborosa poesia prosada.
Esta obra de Ngonguita Diogo mostra-nos o lado bom e o lado tenebroso do ser humano, as suas fraquezas e virtudes, mostra-nos o quanto podemos ser condicionados pelos nossos desejos mais sublimes e pelos mais obscuros, possibilitando também que nos sintamos inclinados a acreditar no destino.
Obra de “novato” mas já com intenções de “mais velho” consegue deslocalizar a ação permitindo universalizá-la, abrindo-nos os olhos para a nossa mera condição de humanos, habitantes deste planeta Terra, com nossos defeitos e qualidades, tenhamos a(s) origem(ens) que tivermos .


Luanda, 21 de Fevereiro de 2010


Luis Rosa Lopes

25 de Fev / Mesa Bicuda - José Moreno Pereira da Gama

Nova Mesa Bicuda a finalizar este mês de Fevereiro...desta vez com a presença de um escritor e historiador da Angolanidade;teremos assim a presença de José Moreno Pereira da Gama, licenciado em Direito, com as seguintes obras publicadas: "Factos Históricos sobre Kabiri e Funda", "Adão Jingongo, O Político" e "Luanda - Fragmentos de Memórias".

Com este autor esperamos aprofundar a História de Luanda e suas gentes.

Curiosidade: Musseque (Museke) - significa areia/terra batida


Mais um momento cultural que não deve perder!
Kings Klub / Vila Alice
(Junto ao Magistério Primário)

MOVIMENTO LEV'ARTE

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Killing me softly - Aretha Franklin

Struming my pain with his fingers
Singing my life with his words
killing me softy with his song
killing me softly with his song
telling my whole life
with his words
killing me softly with his song

I heard he sang a good song
I heard he had a style
and so i came to see
and listen for a while

and there he was this younge boy
a stranger to my eyes
Struming my pain with his fingers
Singing my life with his words
killing me softy with his song
killing me softly with his song
telling my whole life
with his words
killing me softly with his song

I felt all flushed with fever
Embarrassed by the crowd
I felt he found my letter
and read eachone out loud
I prayed that he would finish
but he just kept right on
Struming my pain with his fingers
Singing my life with his words
killing me softy with his song
killing me softly with his song
telling my whole life
with his words
killing me softly with his song

he sang as if he knew me
In all my darkness fair
and then he looked right through me
as if i wasn't there
and he kept on singing
singing clear and strong
Struming my pain with his fingers
Singing my life with his words
killing me softy with his song
killing me softly with his song
telling my whole life
with his words
killing me softly with his song

ohhhhhhhhhhh oohhhhhhh...lalalal..ohhhh lalaaaaaaa

Struming my pain with his fingers
Singing my life with his words
killing me softy with his song
killing me softly with his song
telling my whole life
with his words
killing me (softly)

he was strumming my pain
yeah he was seing my life
killing me softly with his song
killing em softly with his song
telling my whole life with his words
killing me softly with his song


Aretha Franklin

José Chieta - Mesa Bicuda

A mesa Bicuda com o José Chieta transpareceu magia perante a alma gentil e simples deste senhor do humor angolano. Um homem de família apaixonado pela linda filha e pela esposa que sabe serem os seus pilares. Estranhamente ou talvez não, um homem fascinado pelos números e pela economia. Quem sabe estejamos a caminhar para uma nova dimensão onde o dinheiro gerido pela Bolsa e a Economia Mundial se tornem numa anedota...


Desde quando o humor?

Na Mesa Bicuda José Chieta referiu que desde miúdo que o apelidavam de maluco por fazer rir e pelo estilo fora do comum. O humor sempre esteve presente na sua vida.

O Humor é uma Arte complexa: tens de ser autor, escritor, Actor, crítico e ser verdadeiro perante a audiência! O que é o mais difícil?

Para Chieta o trabalho é permanente, e procura por ser melhor. Porém no seu percurso artístico confessa que o que mais lhe aflige é não conseguir fazer rir a plateia. Seja por inadequação do texto, das condições, etc...mas para ele o símbolo do fracasso como humorista é sair de um palco sem colher risadas.

Porquê Tigre?
Tigre acaba por ser o seu nome artístico devido à sua atitude assertiva perante os desafios e as situações. Não tem medo de arriscar e de se atirar com garras ao trabalho.

Os Tunesa?

O Tigre sem os Tunesa não existe. Os Tunesa são a minha família, humoristas que eu admiro e acima de tudo meus companheiros na tarefa árdua de fazer humor em Angola.

O que dizes aos jovens que querem ser humoristas em Angola?

Acima de tudo que sejam autênticos, não procurem imitar ninguém...e claro, muito trabalho! Procurarem sempre fazer um trabalho de qualidade...

Qual o teu maior sonho?

Reconheço-me como proveniente de uma família de sete irmãos onde a educação foi sempre um objectivi primordial. Sendo assim, seria para mim, um orgulho e a concretização de um grande sonho terminar a Licenciatura em Economia.

Já alguma vez tiveste problemas por fazer rir da pessoa ou do assunto errado!

Não! Nós nunca tivémos problemas mas não sei se alguém tem problemas connosco?!

Não consegui transcrever a totalidade da conversa do José Chieta - mas acredito ter deixado algumas pistas sobre o humorista e a pessoa.


Valeu a pena conhecer melhor o TIGRE Chieta dos Tunesa!

De seguida e para os fãs dos Tunesa e mais concretamente do TIGRE CHIETA segue a biografia do mesmo:


UMA PEQUENA RESENHA SOBRE MIM.

José Maria Dembi Chieta , nome artístico Tigre Chieta, actor/humorista nascido aos 18 de Abril de 1982 na província do Zaire município do Soyo, filho de José João Chieta e de Maria Dembi.

Desde de muito cedo, gostei de dançar e cantar, e fiz isto durante a minha infância e princípio da adolescência. E durante este período, fiz parte do grupo coral do Pungo, grupo de acólitos da missão católica do Pinda e grupo infantil da legião Maria denominado Chave do céu no Pungo.

Nestes grupos em que fiz parte, sempre participei em peças de teatro e declamei poesia na igreja, e descobrindo desta forma a minha veia artística.

Foi apartir daí que, em 1997 fui convidado para fazer parte do grupo humorístico da emissora regional do Soyo, e cheguei a gravar cerca de 12 programas semanais com dois personagens.

Já no dia 23 de Abril de 2000, fui convidado pelo Gilmário a fazer parte do colectivo de artes Tuneza Teatro, como forma de promover o grupo de teatro, em 2003 fomos forçados de forma acidental a criar o grupo humorístico Angolano Os Tuzena, onde desde a data da sua fundação sou actor/humorista e financeiro.

Com o grupo fiz e escrevi vários personagens do programa semanal de humor na TPA2, denominado FORA DE SERIE 2008, faço e escrevo vários personagens de dois programa de rádio, chibados da vida rádio Luanda desde2005 até agora, Barraquinha do desporto rádio 5 desde 2009 até agora, também escrevo e faço vários personagens na Tv Zimbo mais propriamente no programa Zimbando, e brevemente teremos um programa semana de humor na TvZimbo denominado Coisa Doida, onde escreve e farei também vários personagens. Viajamos em toda Angola e em alguns Países.

Actualmente frequento o curso superior de economia 3º ano no Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacional - Cis. Adoro leitura, cantar, ouvir musica e tocar guitarra.

Boa sorte! E tudo de bom!

Lueji Dharma

Sou teu fã - um texto de Maquito Daniel

SOU TEU FÃ

Confesso que a minha vida é um filme...é mesmo um filme. Um filme de comédia com muito romantismo e algum drama. Uma vida vivida. Uma vida plena onde embora erre sinto que estou no caminho certo: O MEU! Porque é meu! É o meu caminho e o de mais ninguém. É o caminho que escolhi. O caminho que deixo Nzambi indicar...e eu crente e com muita fé sigo acreditando nas pistas que me levão à Tchehunda Tcha Nzambi. Mas por vezes a claridade fere o meu preconceito regrado pela visão e apercebo-me que já estou na Tchehunda Tcha Nzambi só ainda não tinha visto com os olhos do sentimento, sentido com as mãos do coração, apalpado com a mágoa da solidão...só ainda estava cega! E hoje decidi ler com mais calma uma dedicatória de um amigo; uma dedicatória que agora li com olhos de quem lê...desprezando os erros ortográficos e a pretensiosidade do autor:

"Espero que as minhas breves palavras sirvam de motivo de regojizo para este teu ser fluorescente na luz divina. Tens uma forma de ser muito amável, és o que és e assim te assumes, pensas sempre em ti, sem que também não te deixes de preocupar com os outros; sei que nem sempre a vida nos sorri, mas uma coisa é certa, quem preserverar até ao fim será vencedor, nao te preocupes com os falsos e as suas duas caras, deixa que os outros alcançem suas riquezas rapidamente pois muitas das vezes tropeçam e dão-se mal. Continua devagar, segue a orientaçao de Deus sempre, deixa-te levar pela mão divina, deixa que penetre em teu coraçao toda a vontade misericordiosa de Deus, que te tornarás cada dia mais forte; não permitas que as pessoas descubram muito sobre ti pois muitos te quererão derrubar, não por seres má pessoa, mas por seres linda, educada, culta, super mulher, mãe, trabalhadora etc... mas nunca desejes mal aos teus inimigos e nunca respondas às provocaçoes para não te perderes, cuida de ti, luta sempre pelo amor que o resto é complemento na vida, pois só temos vida pela dádiva de Deus por nos AMAR em primeiro lugar e dar-nos a ouportunidade de sermos salvos e vencedores. Então antes de quereres vencer na vida, "VENCA PRIMEIRO NO AMOR" luta pelos teus sonhos, lute pelo bem estar da tua filha, lute pela tua familia, lute pelos teus amigos (verdadeiros Amigos) e luta pelos que carecem da tua mão acolhedora (mendigos, enfermos, idosos etc.)... em suma és Especial e eu SOU TEU FÂ."

Obrigado Maquito por este maravilhoso texto!


A tentar vender no amor e nos sonhos,


Lueji Dharma

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Eu queria saber o que é amar?

Eu queria saber o que é amar?


"The answer, of course, is you can't. When it comes to relationships, there are no guarantees, no E=[MC.sup.2] for love. But, as I discovered when I polled a group of smart, savvy Sisters who always seem to be lucky in love, there are telltale clues--"love signs" you can read to help you decide if he's in it for the long haul. Like he:

* Tells you he wants to stop dating other people.

* Stops dating other people.

* Calls you every day.

* Calls you several times a day.

* Gets allergy shots rather than let you get rid of your beloved Fluffy.

* Treats your mother like his own.

* Makes you the beneficiary of his IRA.

* Makes you breakfast the morning after.

* Watches Murphy Brown with you and records Monday Night Football.

* Watches your back.

* Goes to the drug-store at 2 a.m. to get your prescription filled.

* Uses the words "we," "us" and "our" whenever he talks about the future.

* Is genuinely glad for your successes, even if you're hitting homers at the office while he's temporarily batting zip.

* Gives you your space when you really need it.

* Gives you your way when you really want it.

* Keeps a photo of you on his desk.

* Keeps his promises.

* Comes into the bedroom, or shower to nuzzle your neck, then leaves without a word.

* Comes over in the middle of the night when you call and say you hear funny noises in the basement

* Stocks his refrigerator with all your favorite foods.

* Gives you top priority over work and all other relationships--friends, fret brothers, even family.

* Cuts your grass/changes the oil in your car/assembles your Stairmaster before you even have a chance to ask.

* Doesn't turn around--just keeps looking at you--when you tell him there's a woman at the next table who looks just like Halle Berry.

* Always burns around to watch you walk away. And doesn't stop looking until you disappear from view.

* Says your name with such tenderness it sounds like poetry.

* Lets you drive his new car, and when you tell him you accidentally backed it into a telephone pole, the only thing he says is, "Baby, are you hurt?"

* Brags about you to his friends.

* Always holds open your door, pulls out your chair, helps you on with your coat.

* Never takes you for granted.

* Gives you the keys to his place.

* Gives you the keys to his heart.

And last but not least, it's a good bet a man loves you when the only "no" he tells you is "no limits."


COPYRIGHT 1997 Johnson Publishing Co.
COPYRIGHT 2004 Gale Group

http://findarticles.com/p/articles/mi_m1077/is_n7_v52/ai_19383822/


Definir o amor? Isso é praticamente impossível ao nível da dimensão humana...mas neste artigo anterior existem dicas para verificar se ama e se é amado! A primeira é mesmo condição essencial...

Saudações amorosas,

Lueji Dharma
NZAMBI É AMOR

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

José Chieta - Tigre dos Tunesa na Mesa Bicuda - 18 de Fevereiro

Hoje quinta-feira o movimento Lev'arte levará José Chieta dos Tunesa ao Mesa Bicuda. Nesta Mesa bicuda o tema rondará o humor e mais concretamente o Stand-Up comedy. Para todos os efeitos há já a referir que José Chieta foi abençoado pelo dom de "fazer rir" desde cedo e tem vindo a aperfeiçoar este seu dom no sentido de encarar esta arte com o profissionalismo que ela merece.

Reconhece com humildade que em termos de humor os seus ídolos são os colegas dos Tunesa, bem como, Martin Lawrence e Eddy Murphy.

É neste contexto que observa o seu quotidiano com olhos de quem vê a complexidade de relações que quebra para retirar a simplicidade da sátira que corajosamente ostenta no palco do humor em Angola. Mas não está sozinho nesta tarefa, ele integra um grupo onde o humor é o elo de ligação - TUNESA.


Saudações humorísticas,

Lueji Dharma

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Invictus - Mandela um líder capitão do seu destino e mestre da sua alma



Invictus - a união faz a força!






O filme Invictus de Clint Eastwood homenageia Mandela e África do Sul. Nesta película cinematográfica o destino de Mandela confunde-se com o do país que ama e que quer vêr livre a todo o custo do regime de Apartheid. Por amor a esse país Mandela renega a vinganças mesquinhas e coloca a união nacional em primeiro lugar. Após ter vencido democráticamente as eleições que lhe conferem o poder de governar a África do Sul, Mandela decide ser um líder antes de ser um homem, um presidente, um pai de família...decide unir o que anos de apartheid tinha separado de forma tão nefasta. E é neste contexto, que se vê num país onde o rugby como modalidade desportiva se encontra em declínio em parte por ser considerado um símbolo do apartheid pelos negros.

E contra todas as vontades Mandela decide apostar naquilo que o seu inimigo valoriza. Entende que dessa forma conquistará o inimigo que nesse momento também integra o povo que quer liderar. Esquece para isso os anos de cativeiro, as ofensas e decide enfrentar os seus apoiantes que consideram este acto como uma traição! Mas como ele refere um líder não tem medo de seguir aquilo em que acredita.

Reforça as suas decisões no passado de cativeiro onde a leitura e a poesia eram suas companheiras...e é essa poesia que liberta para o terreno político demonstrando ser acima de tudo um homem com uma alma indomável, que mesmo na escuridão e sob o jugo da tortura manteve a sua integridade e a liberdade nas suas escolhas.


Poesia de Henley’s “Invictus”:

Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud,
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbow’d.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find me, unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.


Este poema, segundo Mandela era a razão para se manter firme nas suas convicções mesmo naqueles dias em que se sentia derrotado durante anos de cativeiro.


A poesia é realmente a arte de projectar mundos futuros que da estreita porta do desconhecimento não conseguimos ver.


Saudações poéticas,

Lueji Dharma

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Tunesa - Stand-up



Foto do Club-k - Tunesa


Os Tunesa reclamaram para si e com o direito que lhes é dado pelo povo o título de humoristas! Este título é reconhecimento de um trabalho que têm desenvolvido na crítica, sátira e comédia requintada ao jeito mangolê. Não se ficaram pelo simples comediante que lança umas piadas ou anedotas para o público, mas esgrimem, à maneira de um stand-up de qualidade textos originais que reflectem a realidade política, social e cultural da nossa Angola. Simples constatações que demonstram um espírito distante da norma e do padrão para se proclamar livre nas suas observações. Pois! Porque para se fazer humor sobre o dia-a-dia,com criatividade, necessita-se de uma mentalidade aberta e vazia de preconceitos...O estilo stand-up é considerado "um dos géneros mais difíceis de se executar e dominar, talvez porque o artista em cena esteja desarmado, despido de personagens, apresentando suas idéias a respeito das coisas do mundo, e ainda esteja à mercê da platéia"; e para além disso, "É freqüentemente necessário que assuma de forma solitária os papéis de escritor, editor, artista, promotor, produtor, e técnico simultaneamente"!
Por isso afirmo com todo o respeito que é preciso muita coragem para enfrentar um público expondo pensamentos intimos num palco vazio onde somente a pessoa e a sua conversa é arte! Um diálogo artístico, que por acaso também é humorístico, não porque se façam patetices, mas porque se diz o que todos pensam sem pudores! Aquela prima que é interesseira, o amigo vaidoso, o marido infiel, o político corrupto, o invejoso,o exibicionista...tudo o que nos rodeia pode ser "lait-motif" do humor dos Tunesa.

E como Rir é o Melhor Remédio...esperemos que os Tunesa continuem dando largas à arte da verdade, e nos continuem a estimular o riso!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Mesa Bicuda - Diálogos do Amor - 11 de Fevereiro


O Triunfo de Vênus, de Angelo Bronzino.


O Amor será tema na próxima MESA BICUDA! O diálogo desenrolar-se-á ao ritmo de uma conversa de amigos com a cadência da sabedoria de cada um. Conversa onde a mesa bicuda ora serve para apoiar os pés, para apoiar os braços ou simplesmente causar embaraço e dor pelo pontiagudo da sua esquina. A mesa voadora é acima de tudo bicuda e aguçada e tem apetite voraz na busca de conhecimento em matéria de Amor..."é porque fala-se! fala-se...mas a verdade é que ninguém diz nada!". Mas na mesa bicuda todo o morango mesmo coberto de chantilly tem uma história a ser contada...nem que para isso tenha de ser esprimido!


Por isso na próxima mesa bicuda saberemos as receitas de amor do:

jornalista e poeta Matadi Makola

escritor e poeta Nguimba Angola




Movimento Lev'Arte
Kings Klub / Vila Alice

Não falte!

Azul. Está tudo azul - Nelson



"Azul...está tudo azul...Azul! Azul...Because of You...Azul, Azul...."

Mais uma noite do Artes ao Vivo, mais uma noite de arte no Baía. Contagia encontrar a sala cheia de artistas e amantes da arte que se reunem com o intuito da partilha. Mais uma vez, e de forma contínua Luekeny apresentou e o Nelson fez-nos entrar no mundo azul. Para quem conhece o Baía o tema Azul já é um hino das noites de poesia...vêr se um dia destes consigo a letra para a colocar no blog.

Um provérbio

"Sabedoria é saber o que se deve fazer a seguir; Virtude é fazê-lo"


Quantas e quantas vezes sabemos o que devemos fazer e simplesmente não agimos, por razões que até a mente desconhece. Por vezes por medo, por dúvida, por receio do futuro mantemo-nos impávidos e serenos à espera que tudo se resolva por si só.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Avatar - Um filme de outra dimensão...o regresso da espiritualidade à humanidade!





Num mundo em que tudo é feito de forma levianamente consumista em busca de lucro rápido e imediato,é admirável o trabalho de James Cameron que não se limita a pôr mais um filme no mundo, mas tem sempre o cuidado de colocar um produto que prime pela diferença e pela qualidade. No entanto, Avatar, é incomparavalmente superior a qualquer obra dele...ou de outro realizador. Sem querer, cair em exagero, considero que Avatar apresenta com beleza angelical uma nova dimensão à humanidade através do cinema. Deu-se um salto tão grande, que terá que se estabelecer outra escala para classificação dos filmes...talvez por isso houve uma hegemonia na atribuição de prémios ao filme.

Um filme onde as paisagens de luz numa natureza harmoniosa tocam o mais profundo dos sentimentos e recriam mundos encantados onde o poder das divindades manifesta-se por sinais. Acredito, que James Cameron teve de ceder à pressão hollywodesca para manter um cenário de guerra...forma de garantir audiências. No entanto dei por mim a pedir a continuidade da exploração da espirtiualidade da deusa Eywa e do povo que a respeitava. Gostaria de conhecer melhor a fabulosa paisagem e os intervenientes do mundo Avatar...

Supresa maior foi aperceber-me que James Cameron para além de produtor e realizador é também o argumentista desta obra literária, mas acima de tudo desta visão espiritual e encantada.

James Cameron está de parabéns por persistir desde 1994 no sonho de produzir este filme e brindar o mundo com esta primeira incursão no mundo da espiritualidade Avatar (palavra vinda do hindu - e que singifica "manifestação do Ser Supremo".


Saudações cinéfilas,

Lueji Dharma

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Teu Grande Amor - Ary



Aiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!! a entrar no espírito de São valentim com a a bela cantora ARY!!!!!!!!!!!


Teu Grande Amor

Caló Pascoal
Bué de Bits LP
Essa é pro meu grande amor, essa é pro meu grande amor

Deixa-me ser a tal que só vai te dar amor
Que vai te compreender e nunca causar dor
Que te dará de tudo um pouquinho de coração
Basta que tu estendas tua mão

E falar-te só de amor
Fazer-te tão feliz
Deitar no teu colo
E eu quero-te só para mim

Refrão

Vou ser teu grande amor
Vou dar-te só paixão
Vou seguir as pisadas do meu coração
Ser tua companheira
Para a vida inteira
Basta que tu estendas tua mão

oh oh oh oh oh oh oh (2x)
eh eh eh eh eh eh eh
oh la ra la ra lara

E falar-te só de amor
Fazer-te tão feliz
Deitar no teu colo
E que quero-te só para mim

Refrão (2x)
Vou ser teu grande amor
vou dar-te só paixão
Vou seguir as pisadas do meu coração
Ser tua companheira
Para a vida inteira
Basta que tu estendas tua mão

© Ary

From the default:

No Mbinda o Sangue é Ouro




No Mbinda o Sangue é Ouro, Ngonguita Diogo, romanceia uma vivência onde a bondade é confrontada com a maldade que se refugia em feitiços onde o Diabo envolto em enxofre corrompe almas fracas. No Mbinda a lógica de esquemas matreiros, de traições e mentiras é descoberta numa teia de relações onde tudo o que parece não é. O amor é renunciado em troca de ganhos materiais e de uma suposta aparência que nunca pode ser defraudada. A fraqueza de espírito patente nas personagens recriadas acaba por ser a porta para sentimentos de ódio, raiva, ciúme e inveja. Alimentado pela maldade de algumas personagens o Diabo vence, dando liberdade, ao terror numa quinta onde nem a beleza natural da paisagem contrapõe os actos de violência que ali se desenrolarão...

Luanda - os engarrafamentos

Na vida a certeza é tão duvidosa como a própria dúvida. Em Luanda o engarrafamento tremendo é uma constante quase permanente. E eu na minha pobre ignorância de alguém que odeia engarrafamentos julguei ser algo que todas as pessoas detestassem. Mas como sempre até a mais certa das certezas tem a sua excepção...nesta sexta-feira, luanda voltou a não supreender com mais um engarrafamento onde quase dá para lêr os Lusíadas de Camões sem grandes pressas...e quem sabe ainda reler. E neste momento de horas dentro de um carro ficamos a conhecer de forma profunda os restantes passageiros que nos acompanham nesta viagem sem hora de chegada. E no desfiar da conversa solta sem qualquer propósito, só para se fugir aquele silêncio incomodativo, um dos viajantes liberta um suspiro de felicidade por ter conseguido escapar à monotonia de Benguela;

-Eu ia trabalhar em Benguela, e só aguentei lá um dia! Um dia! Confesso que nesse dia até chorei...
-Mas porquê?
-Benguela não tem nada!
-Nada?
-Não existem zungueiras, não existem kandongueiros e eu chegava ao trabalho em 15 minutos!
-Mas chegava ao trabalho em 15 minutos! Isso é optimo!
-Óptimo? Não existe engarrafamento! Uma cidade sem engarrafamento! Eu não aguentei aquela cidade...
-Então você gosta deste engarrafamento
-Claro que sim...isto é uma cidade movimentada!

E o meu silêncio, mesmo que comprometedor fez-se sentir! Pensei e repensei! E a minha certeza que ninguém gosta de engarrafamentos caíu que nem um prédio em demolição. Há quem já não viva sem o caos de Luanda...há quem sinta este caos como a sua Luanda! E entende-se! Foi nesta cidade de azáfama, de gritos dos kandongueiros, das cantilenas das zungueiras que ele cresceu...e Luanda não é apenas os prédios é também o quadro de relações movimentadas que a preenche. Luanda é também este tráfico caótico onde as buzinas irrompem de carros que ameaçam atacar no solavanco da embraiagem...Luanda é esta cidade grávida carros, de zungueiras e kandongueiros...

Mesa Bicuda - O Amor em aberto




Eu não sei explicar o que é o amor. Nem sei se o amor cabe numa palavra, num conjunto de palavras, numa poesia ou mesmo num épico!
sei sim, que não me importo com definições e apenas o sinto

O Amor
sinto-O gelar-me o ódio,
congelar-me a raiva e
libertar-me os medos
sinto-O
encerrando mágoas
libertando pecados
corroendo o nó na garganta
que me impede de gritar
sinto-O
empurrando-me na direcção dos abismos
sinto-O
e quando vertiginosamente me despenho
o páraquedas abre
e um beijo ampara-me as quedas
uma carícia seca-me as lágrimas
um abraço retira-me as dores
sinto-O
no fogo que me queima a alma
na garra que ostentam as minhas unhas
no calor dos meus braços
sinto-O
entalar-me as vontades
encher-me de desejos
sinto-O
não O nego
não O escondo
sinto-O
bem dentro de mim
um amor sem fim


Com muito amor

Lueji Dharma

(Nzambi é Amor)

KINGS KLUB - MESA BICUDA

MESA BICUDA
UM ESPAÇO ONDE A CULTURA ANGOLANA É RAINHA



Nguimba e Lueji falando sobre Matria


O feriado de 4 Fevereiro ficou marcado pelo movimento Lev'Arte em torno da poesia que em diferentes línguas se fez presente no KINGS KLUB na Vila Alice.

A beleza da noite ecoou pelo espaço em tom de singela sintonia de vozes...que na mescla do português, com o acento cubano e a traça inglesa se fez numa mesa bicuda. E nessa mesa sentaram os poetas da alma que descobrem nas palavras majestosamente declamadas os sentimentos dessas almas grandes ou perdidas que, enfim, ali encontram guarida. Um porto de abrigo da pena humana, que escorre lentamente o sangue de ter alma. Sofre essa pena contorcida para desenhar palavras e esgrimir sentidos, à fome voraz que corrói a mascara do ter para ser. Ali a caneta jorra aflita uivos de dor, laivos de felicidade, lágrimas de tristeza e gritos de prazer. Ali sente-se o que não se vê, somos o que não podemos ser, sonhamos o que queremos ver...enfim, a magia de ser criança no gingar de uma esperança. Apresenta-se mundos que o poeta alcança, descobre-se a feroz aliança da alma com a vontade, e a força do desejo faz-se gente! Deseja-se segundos de eternidade no orgasmo da musicalidade da leitura e da arte...esculpe-se o molde do corpo que sonhamos ter ao lado...esculpe-se gotas de suor em corpos oleosamente transpirados. Procura-se a eternidade no acto de viver...vive-se para não morrer. Morre-se com a certeza de que não há morte que supere uma viva vivida. Morre-se a apregoar a poesia de viver o dia-a-dia...sem pressa, sem vagar, sem tempo e nem ausência...vive-se por viver...vive-se a arte de viver. E escreve-se o que a vida nos ensina...amar para não mais voltar...voltar para amar...ir sem regressar...regressar para ir...opções e becos...entradas sem saídas...é tudo vida que se quer arte. Vida vivida num movimento Lev'Arte.


MESA BICUDA!
kINGS kLUB / VILA ALICE
MOVIMENTO LEV'ARTE

Saudações poéticas
Lueji Dharma

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Pepetela - Horror do vazio

Um texto:
http://quintasdedebate.blogspot.com/2010/01/horror-do-vazio.html


HORROR DO VAZIO


Sei que pode parecer repetitivo, mas afligem-me as megalomanias se apossando de algumas cabeças que assumem responsabilidades em relação a Luanda. Uns tantos acham que merecemos ter uma capital no estilo Singapura ou Hong Kong, com torres de quarenta andares (no mínimo) ao longo do mar.


Não é forçosamente para amealhar umas comissões, como imediatamente pensam os nossos cérebros borrados de preconceitos, embora uns tantos aproveitem.


Nada de novo, afinal: o mundo está cheio de processos por causa do imobiliário e o cinema e a literatura até já esgotaram o tema. O que me preocupa é muita gente estar sinceramente convencida que isso é que é bonito e assim é que será viver bem. Têm horror ao vazio que nas suas cabeças significa uma praça, um jardim, um parque, um desperdício de espaço que ficaria melhor com uma torre no meio (antes dizia-se arranha-céus, mas reconheço o exagero americano ao inventar o termo, porque os céus não têm costas, são da natureza dos anjos, e ninguém imaginaria um edifício a arranhar as costas de um anjo). Torre é melhor, lembra logo aquelas construções onde se enfiavam os prisioneiros para morrerem lentamente, como a célebre Torre de Londres, ou onde se aninhava o povo da Europa medieval para se defender de ataques. Torre sim, pois os seus utentes/prisioneiros vivem no medo de sair à rua, de viver a cidade, enclausurados e protegidos da miséria que espalham à volta de si.


Queixamo-nos do trânsito na baixa da cidade (não só na baixa, sejamos justos) e nem sempre escapamos de lá cair, porque ali está concentrado mais de metade do capital financeiro e dos serviços do país. E querem fazer mais torres, para atrair mais gente e mais carros? Que as torres vão ter parques de estacionamento, dizem os defensores das ideias futuristas. O problema é entrar ou sair dos parques, porque as ruas estão atulhadas de carros. Claro que há uma solução do mesmo estilo: fazer as ruas da baixa com andares, género auto-estrada em fatias sobrepostas, ou até com viadutos por cima dos prédios, a arranharem as nuvens. Isso seria um arranhanço útil. E já agora peço, façam um túnel por baixo da baía ou uma ponte a ligar o bairro Miramar à Ilha, assim chegamos à praia em cinco minutos, como era há vinte anos atrás. Como de todos os modos a ideia geral é dar cabo da baía e da Ilha, também tanto faz, mais ponte menos ponte… Suponho também que já deve haver negociações para se tirar a Igreja da Nazaré do sítio onde está, a ocupar indevidamente um espaço nobre para mais uma torre. Uma pequena concessão não fica mal, mantém-se a igreja na cave do edifício. A História que se lixe, não foi a lição da destruição do palácio de D. Ana Joaquina? Então continuemos. Neste afã de ocupar todos os espaços, proponho também acabar com o prédio dos correios, bem feio e sem valor arquitectónico por sinal, e já agora com a praceta à sua frente, outro desperdício de espaço. E aquele compacto e azul edifício que serve a polícia? Um quarteirão inutilizado! A polícia pode ocupar um andar da nova torre. Com menos agentes, claro, para se fazer encolher o Estado, assim mandam os compêndios do liberalismo económico, nossa nova Bíblia.


Problema que estamos com ele é que todas essas novas construções vão ter sérias infiltrações de água salgada, pois ali antes era mar. E o mar gosta de recuperar o que lhe roubaram, ainda mais agora com a previsão da subida dos oceanos, como em todas as conferências se apregoa. Vai ser lindo, com as fundações das torres a serem corroídas pelo salitre e os prédios a desabarem. Felizmente para eles, já não estarão cá os responsáveis nem os seus filhos. E os netos dos outros que se lixem.


Pepetela

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

4 de Fevereiro de 1961 em Angola

O 4 de Fevereiro assinala uma efeméride que revela o início da soberania angolana! Ao ler e reler os factos ou pseudo-factos deste dia e de todos os eventos que se seguiram, apenas fiquei com uma certeza absoluta: um banho de sangue! Mortes e mais mortes! Perseguições, torturas...e pelo meio a defesa da Liberdade:
- a liberdade para os presos políticos que lotavam as cadeias da altura e a liberdade para o povo subjugado ao poder colonial. E infelizmente, a certeza de uma guerra colonial que só iria ter fim em 1975.

O facto mais notável neste 4 de Fevereiro, que concerteza se assemelhou a outros que ficaram abafados, foi o poder da imprensa internacional. A verdade, é que este 4 de Fevereiro ganhou peso porque em Angola se encontrava presente uma comitiva estrangeira com jornalistas de várias nacionalidades. E embora subestimados os angolanos que lideravam o movimento de libertação, em especial o conego Manuel Neves e Mário Pinto de Andrade estratégicamente fizeram soar o alarme revolucionário antes da partida desta comitiva.

O levantamento da população armada de catanas, paus e outros objectos não mais pode ser camuflada pela polícia política que detinha o controlo sobre a imprensa e informação circundante no espaço do Império.

Mais uma vez, o poder colonial, com residência em Portugal subestimou a força e a inteligência dos revolucionários. E julgou garantir o poder e o ambiente segregador existente pela opressão e violência. Mas como já tinha acontecido com a Rainha Nzinga Mbandi, os 11 movimentos de libertação espalhados por toda Angola conseguiram lutar por um direito que assiste a todos os seres humanos: o direito da igualdade entre os humanos e da soberania de um povo.

E desta forma, quando a luta é por uma causa justa, pode durar, mas acabará por ser vencida.

E anos volvidos sobre esta efeméride, reforço a ideia de que um povo culto e pleno do seu valor, jamais poderá sofrer subjugação. A cultura abre portas para um mundo da sabedoria que ultrapassa conflitos para estabelecer diálogos e negociações com o intuito de que no fim: A Vitória é Certa!



Mais cultura! Mais sabedoria! Mais paz!

Assista ao evento de poesia hoje 4 de Fevereiro no Kings Club - Vila Alice
Mátria de Nguimba Ngola

Saudações de paz
Lueji Dharma

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Sabedoria, compaixao e perdao

Dizem que na sabedoria, compaixao e perdao reside a vida. Eu por vezes olho para estas frases e apetece'me rir...e pensar que parvoice pegada. Quem faz isto acaba mal...como diz o Yuri da Cunha vai bater maliiiiiiiiiiiiiiiii.
E por vezes apetece'me revoltar contra este tipo de ensinamentos ou de filosofias de vida...mas tive a prova viva nestas ultimas semanas que e a melhor atitude a tomar....
Depois de uma tortura imensa apercebi'me que uma pessoa proxima estava por detras desse episodio triste da minha vida.

Passei por varias fases

Decepcao
Tristeza
cansaco
desconfianca de tudo e todos

e finalmente acho que sinto
compaixao

ate creio que estou num processo
de perdao

mas dificilmente
serei a mesma
dificilmente
voltarei a confiar como confiava
dificilmente
voltarei a ser Lueji

De qualquer forma deixo o meu agradecimento as pessoas que me apoiaram nesta fase completamente alucinante da minha vida

Nguimba Ngola
K B
Rittos
Tybs
Catarina
L
Bento
Vadinho
Joao
Catia
Benedito meu gde kamba
KL



Acredito que esta fase ficou para tras...

Carmen Tati - Uma poeta de 13 anos de idade

Uma das minhas maiores alegrias é perceber que a poesia e a literatura não têm faixa etária mas sobem e descem no balançar dos intervalos de idade que classificam crianças, jovens, adultos e velhos. A poesia não tem idade! Seja para se fazer ou seja para se ler.
Ainda há dias recebi via sms um poema...um poema no telemóvel. Ri-me...acho que foi a primeira vez! Viva a tecnologia! E para minha surpresa o poema era de uma poeta de 13 anos de idade. Uma poeta angolana que apesar de ter perdido todos os seus poemas devido a um desses bugs informáticos, voltou a reerguer-se e escreveu este poema num telemóvel...que acabou por vir parar ao meu telemóvel e que eu tomei a liberdade de partilhar neste blog!


"Gosto de cantar
Minha vida é dançar
Adoro através dos poemas
me poder expressar
Vivo assim
A passear pelas praias
Vendo o mar
O pôr do sol
As aves a voar
E de noite as estrelas
lá no céu a brilhar
Eu vivo a minha vida
Faço o que acho certo
sem nada temer
Para que jamais
seja esquecida
Vivo a minha vida
Como se amanhã
já não fosse viver!"

Carmen Tati

A filosofia de vida que descreves faz parte da minha filosofia de vida também! Já dizia João Melo no Kings que para escrever tem-se obrigatoriamente que viver! Mas Viver a vida com consciência poética e literária é meio caminho para que Jamais sejas esquecida! Força e continua o teu percurso pelas lides poéticas.

Saudações literárias

Lueji Dharma